Presidente da ABRACE, Kleiber Beltrão, fala da imprensa para o Brasileirão. Atuação de repórter continua restrita

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Brasília, DF, 08/05 – Depois de mais de vinte anos sediada em Fortaleza, a Associação Brasileira dos Cronistas Desportivos (Abrace) agora está centralizada em Brasília, Distrito Federal. O presidente eleito no último congresso da entidade foi Kleiber Beltrão (à direita na foto), em substituição a Aderson Maia. Durante o evento da noite da segunda-feira em Brasília, dos “Melhores do Candangão 2017”, Kleiber Beltrão falou a reportagem do Portal Futebol Interior sobre os desafios que vem aí com o início do Brasileirão séries A, B, C e D, afirmando que:

“Esta fase que antecede o início dos campeonatos federais, digamos assim, pois os estaduais praticamente terminaram neste final de semana, pois os campeonatos brasileiros das séries A, B, C e D todos começarão neste mês de maio. A Abrace esteve bem representado na reunião da quinta-feira passada dia 4 de maio, onde foram passadas as normas para estas competições em 2017. Não houve muita mudança em relação ao que está sendo praticado. Uma que me chamou a atenção é quantidade de mascotes que cada clube pode entrar em campo. Antigamente se entrava em campo com um mascote somente. Depois para 11 e depois para atender interesses comerciais as equipes podiam entrar com 22 mascotes. Agora foi liberado para que 44 mascotes entram em campo por cada agremiação. No total dos dois times, serão 88 mascotes. Como é que você vai administrar, dominar este momento  com cada jogador podendo levar quatro mascotes. Vai ficar hilário esta situação”, explicou Kleiber Beltrão.

Sobre o posicionamento do cronista esportivo nos gramados, o presidente da ABRACE comentou também: “Sobre o posicionamento do cronista esportivo de rádio (repórter), a explicação tem uma certa lógica. Tradicionalmente uma competição internacional como Copa do Mundo ou Conmebol, não permite que esteja ninguém em volta do campo a não ser repórter fotográfico. Não existe esta tradição de presença de repórter esportivo como acontece na imprensa brasileira. A Associação Internacional de Imprensa Esportiva (AIPS) ela abençoou esta tradição brasileira, pois as melhores reportagens dos grandes e pequenos jogos são acompanhados pelo torcedor através do rádio. Ele quer vivenciar as emoções do pré e pós jogo e só rádio faz melhor isso. O posicionamento do cronista de rádio na zona mista, no gramado da segunda trave até a bandeira de escanteio não houve alteração pois quem compra os direitos de transmissão tem mais direitos. Hoje não se imagina qualquer competição nacional sem compra de direitos. Caso fomos verificar como os clubes dependem destas vendas de imagens para televisão, com muitos já antecipando estas receitas. Eu acredito que estes campeonatos serão melhores que o ano passado, pois as coisas começam a se organizar melhor”, disse o presidente da ABRACE.

Quanto a ajuda que entidade dará as 20 associações brasileiras de cronistas desportivos, Kleiber Beltrão explicou que: “Com relação a imprensa eu tenho boas expectativas em relação às mudanças que pretendo empreender na ABRACE, pois estarei visitando in loco cada estado para saber os problemas e ajudá-los a resolver. Para isto vamos visitar governadores, prefeitos e presidentes de federações estaduais,  fazendo com que as associações estaduais de cronistas seja prestigiada e ajudada pela ABRACE. Carteira de associação estadual vale no Brasil inteiro, pois é lei federal. Mas explico porque é importante ter a carteira da ABRACE. A entidade regional será amparada pela entidade federal. Na reunião no Rio de Janeiro tivemos a participação de quatro entidades regionais. Todas as outras foram representadas pela entidade nacional no seminário na CBF ”, explicou o presidente da Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos, jornalista Kleiber Beltrão.

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